O licor
Paciência e trabalho numa garrafa.

O que guarda cada gota
Sete sabores para voltar a casa.

Chá preto
O segredo das avós: um leve amargor que equilibra o doce.

Passas
Uvas que o sol guardou para mais tarde.

Ameixa preta
A fruta escura que lhe dá corpo e um fundo aveludado.

Canela
A memória das rotas que partiam pelo Atlântico.

Baunilha
Uma doçura que não tem pressa.

Cana-de-açúcar
Está lá duas vezes: na aguardente e no açúcar. O “ouro branco” que fez da Madeira uma ilha doce desde o século XV.

Vinho da Madeira
A alma da ilha em cada gole.
Como se faz
Do lume à garrafa.
O Tim Tam Tum não é destilado nem passa por barrica. É uma infusão: frutos, especiarias e vinho que repousam juntos até se entenderem. Começa em lume brando e termina, semanas depois, na garrafa. O resto fica por conta do tempo e de umas mãos sem pressa.

A calda. Açúcar, água, chá, frutos secos e especiarias em lume brando, como nas cozinhas da ilha.

O encontro. Já a descansar, juntam-se o vinho da Madeira e a aguardente de cana.

A espera. Semanas de infusão. Aqui não há atalhos.

A garrafa. Filtra-se com cuidado e engarrafa-se em pequenos lotes.
O rótulo
Detalhes com história
Nada no rótulo está ali por acaso. Reúne cinco sinais da ilha e da família: a cruz das caravelas, os arabescos dos azulejos portugueses, o ano do primeiro lote, o lema e a rosa dos ventos. Percorra-os um a um.
Conheça a nossa históriaA Cruz da Ordem de Cristo
A que as caravelas portuguesas levavam nas velas. Foi sob ela que os primeiros navegadores chegaram à Madeira, em 1419, e com ela começou a história da ilha.
Os arabescos
Volutas de folha de acanto, o ornamento do barroco português: o mesmo que se esculpe na talha dourada das igrejas e emoldura os azulejos. Um desenho feito para durar, como a receita.
1978
O ano do primeiro lote. A receita viajou escrita à pressa num papel qualquer, dobrado entre a roupa de quem partia. Em 1978 voltou a ser licor, e nunca mais se perdeu.
O lema
«Essência e tradição da Madeira · A saudade em cada gota.» A promessa da família, escrita na fita: guardar a essência da ilha e servi-la gota a gota, na língua em que sempre foi dita.
A rosa-dos-ventos
Para quem partiu e para quem volta. No mapa íntimo de quem emigra, todos os rumos apontam para casa.
Ficha técnica
A garrafa, em poucas palavras.
- Tipo
- Licor de infusão, sem destilação nem envelhecimento em barrica
- Graduação
- 25 % vol.
- Conteúdo
- 750 ml
- Ingredientes
- Aguardente de cana, vinho da Madeira, açúcar, passas, ameixa preta, canela, baunilha e chá preto
- Elaboração
- À mão, em pequenos lotes
- Serviço
- Em cálice ou num copo pequeno, à temperatura ambiente. Se estiver calor, uns minutos no frigorífico deixam-no mais fresco.
- Conservação
- Em local fresco, ao abrigo da luz e com a garrafa bem fechada. Não tem prazo de validade: com o tempo, os sabores integram-se ainda mais.

Notas de prova
- Cor. Mogno profundo, com reflexos rubi.
- Aroma. Passa, ameixa e canela à frente; baunilha, chá e um fundo de vinho da Madeira.
- Boca. Doce e quente, de textura aveludada. Final longo e especiado.
A sua garrafa
Agora é a sua vez de o provar.
Fazemo-lo à mão e em pequenos lotes. Escreva-nos de onde estiver e responderemos pessoalmente para que uma garrafa chegue à sua mesa.