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O licor

Paciência e trabalho numa garrafa.

O que guarda cada gota

Sete sabores para voltar a casa.

  • Chá preto

    O segredo das avós: um leve amargor que equilibra o doce.

  • Passas

    Uvas que o sol guardou para mais tarde.

  • Ameixa preta

    A fruta escura que lhe dá corpo e um fundo aveludado.

  • Canela

    A memória das rotas que partiam pelo Atlântico.

  • Baunilha

    Uma doçura que não tem pressa.

  • Cana-de-açúcar

    Está lá duas vezes: na aguardente e no açúcar. O “ouro branco” que fez da Madeira uma ilha doce desde o século XV.

  • Vinho da Madeira

    A alma da ilha em cada gole.

Como se faz

Do lume à garrafa.

O Tim Tam Tum não é destilado nem passa por barrica. É uma infusão: frutos, especiarias e vinho que repousam juntos até se entenderem. Começa em lume brando e termina, semanas depois, na garrafa. O resto fica por conta do tempo e de umas mãos sem pressa.

  1. A calda. Açúcar, água, chá, frutos secos e especiarias em lume brando, como nas cozinhas da ilha.

  2. O encontro. Já a descansar, juntam-se o vinho da Madeira e a aguardente de cana.

  3. A espera. Semanas de infusão. Aqui não há atalhos.

  4. A garrafa. Filtra-se com cuidado e engarrafa-se em pequenos lotes.

O rótulo

Detalhes com história

Nada no rótulo está ali por acaso. Reúne cinco sinais da ilha e da família: a cruz das caravelas, os arabescos dos azulejos portugueses, o ano do primeiro lote, o lema e a rosa dos ventos. Percorra-os um a um.

Conheça a nossa história
  1. A Cruz da Ordem de Cristo

    A que as caravelas portuguesas levavam nas velas. Foi sob ela que os primeiros navegadores chegaram à Madeira, em 1419, e com ela começou a história da ilha.

  2. Os arabescos

    Volutas de folha de acanto, o ornamento do barroco português: o mesmo que se esculpe na talha dourada das igrejas e emoldura os azulejos. Um desenho feito para durar, como a receita.

  3. 1978

    O ano do primeiro lote. A receita viajou escrita à pressa num papel qualquer, dobrado entre a roupa de quem partia. Em 1978 voltou a ser licor, e nunca mais se perdeu.

  4. O lema

    «Essência e tradição da Madeira · A saudade em cada gota.» A promessa da família, escrita na fita: guardar a essência da ilha e servi-la gota a gota, na língua em que sempre foi dita.

  5. A rosa-dos-ventos

    Para quem partiu e para quem volta. No mapa íntimo de quem emigra, todos os rumos apontam para casa.

Ficha técnica

A garrafa, em poucas palavras.

Tipo
Licor de infusão, sem destilação nem envelhecimento em barrica
Graduação
25 % vol.
Conteúdo
750 ml
Ingredientes
Aguardente de cana, vinho da Madeira, açúcar, passas, ameixa preta, canela, baunilha e chá preto
Elaboração
À mão, em pequenos lotes
Serviço
Em cálice ou num copo pequeno, à temperatura ambiente. Se estiver calor, uns minutos no frigorífico deixam-no mais fresco.
Conservação
Em local fresco, ao abrigo da luz e com a garrafa bem fechada. Não tem prazo de validade: com o tempo, os sabores integram-se ainda mais.

Notas de prova

  • Cor. Mogno profundo, com reflexos rubi.
  • Aroma. Passa, ameixa e canela à frente; baunilha, chá e um fundo de vinho da Madeira.
  • Boca. Doce e quente, de textura aveludada. Final longo e especiado.

A sua garrafa

Agora é a sua vez de o provar.

Fazemo-lo à mão e em pequenos lotes. Escreva-nos de onde estiver e responderemos pessoalmente para que uma garrafa chegue à sua mesa.